INFECÇÕES OPORTUNISTAS EM PACIENTES SOROPOSITIVOS PARA HIV ASSISTIDOS NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ALCIDES CARNEIRO

Autores

  • Ana Janaína Jeanine Martins de Lemos-Jordão UFCG
  • Hugo Ricardo Torres da Silva Universidade Federal de Campina Grande
  • Wivianne Ouriques Cruz Universidade Federal de Campina Grande
  • Gabriel de Lemos Universidade Católica de Pernambuco
  • JullyAne Bonfim Ataides Universidade Federal de Campina Grande
  • Jean Carlos Farias Tabosa Universidade Federal de Campina Grande
  • Carina Scanoni Maia Universidade Federal de Pernambuco
  • José Roniere Batista Universidade Federal de Campina Grande

DOI:

https://doi.org/10.35572/rsc.v10i3.491

Palavras-chave:

Infecções oportunistas relacionadas com a AIDS, Antirretroviral, HIV, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

Resumo

Objetivos: determinar a prevalência das Infecções Oportunistas (IO) e descrever as variáveis comportamentais de risco, laboratoriais, terapêuticas e clínicas dos pacientes soropositivos para HIV assistidos no Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC) durante o ano de 2016. Métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo de corte transversal, comparativo, a partir de método quantitativo. A população estudada foi elencada a partir dos prontuários fornecidos pelo Arquivo do HUAC, após a aplicação dos critérios de elegibilidade obteve-se um total de 77 pacientes. Resultados: Foi observado que as IO mais prevalentes nessa população foi Diarreia (22%), Candidiase oroesofágica (13%) e Pneumonia bacteriana (11%). Em relação aos fatores de risco comportamentais 53,25% eram etilistas, 41,55% fumantes, apenas 13% faziam uso de camisinha durante as relações. 74% relatava fazer uso da Terapia Antirretroviral (TARV), porém apenas 26% tinha carga viral não detectável e 21% contagem de grupamento de Diferenciação 4 (CD4) acima de 350, o que pode estar associado a uma baixa adesão ao tratamento. Conclusão: Esse estudo demostra a importância de intervir de maneira continuada nessa parcela da população através de ações de promoção e prevenção em saúde, de modo estimular à adesão e manutenção do tratamento, aproximação das relações de vínculo entre pacientes/profissionais da saúde, e desconstrução da estigmatização existente.

Publicado

2022-08-29