AÇÕES DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE EM AMBIENTE ESCOLAR SOBRE ARBOVIROSES: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores

  • Carmem Dolores de Sá Catão
  • Gabriela Bezerra Ribeiro Nogueira
  • Jackson Borba da Cruz
  • Jhonatan Fausto Guimarães
  • Maria Nathalia De Brito Pereira

DOI:

https://doi.org/10.35572/rsc.v8i3.30

Palavras-chave:

infecções por arbovírus; dengue; educação em saúde; saúde pública.

Resumo

Ao longo dos anos têm sido verificados contínuos esforços do Ministério da Saúde em combater os focos do mosquito Aedes aegypti como principal meio de prevenção das arboviroses. A educação em saúde é uma estratégia eficaz e duradoura para este fim, sendo as escolas um dos principais alvos, conforme foi reconhecido pelo Programa Saúde na Escola (2008), que busca construir uma cultura voltada à promoção de saúde e conscientização dos estudantes, através de uma parceria entre os Ministérios da Saúde e da Educação. Assim, o presente artigo tem como objetivo relatar a experiência sobre educação em saúde em relação ao Aedes aegypti e arboviroses realizadas no ambiente escolar. Trata-se de um relato de experiência, com abordagem descritiva, sobre a vivência das ações educativas contra o Aedes aegypti em escolas estaduais do município de Campina Grande-PB, localizadas nos bairros cujos índices de infestação predial para o Aedes aegypti foram elevados.  As atividades ocorreram durante o período de vigência do projeto de extensão no ano de 2016.  Os sujeitos da pesquisa foram os graduandos de medicina, professores e alunos das escolas. Foram realizadas capacitações com os alunos extensionistas sobre os temas abordados, foram contempladas atuações educativas contra o Aedes aegypti e sobre as arboviroses, para tanto, foram realizadas palestras, elaborações de materiais educativos, rodas de conversa e contação de histórias na perspectiva de sensibilizar os alunos e professores e assim, estimular que o conhecimento adquirido fosse propagado no ambiente domiciliar, na perspectiva de gerar mudanças de hábitos. A experiência permitiu evidenciar que a educação em saúde é essencial para a reflexão e mudança de comportamento na vida dos indivíduos; que precisa ser sistematicamente planejada, pois proporciona medidas comportamentais para alcançar um efeito intencional sobre a própria saúde; que o ambiente escolar é uma importante ferramenta de educação em saúde capaz de tornar o estudante um participante ativo no combate à dengue, chikungunya e zika, sendo conhecedor dos determinantes do processo saúde-doença; e que as atividades extensionistas promoveram também a formação complementar dos alunos do curso de Medicina, potencializando o desenvolvimento de habilidades e competências nas diversas áreas do conhecimento.

Publicado

2019-12-30