CONTRIBUIÇÃO DA ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA NO RESGATE DA SAÚDE MENTAL DA POPULAÇÃO PRETA
DOI:
https://doi.org/10.35572/2t8at226Abstract
Este artigo explora a interseção entre racismo estrutural, identidade racial e saúde mental da população preta, com base na Abordagem Centrada na Pessoa (ACP). A partir de uma análise crítica da história do racismo no Brasil, busca-se compreender de que forma o racismo prejudica diretamente a saúde mental de pessoas pretas, evidenciando como essa violência é refletida de diversas formas dentro das vivências sociais. Desejamos também compreender, a partir da psicologia, os seguintes questionamentos: Qual o papel que a psicologia vem exercendo diante dessa população em sofrimento que vos chega? Como se dá o cuidado dessa população? Qual a nossa responsabilidade? Entendendo que devemos caminhar para além de um cuidado e atenção - que são essenciais - mas também buscar atuar no combate às opressões sofridas pela população preta. A pesquisa foi realizada a partir da revisão e análise de materiais previamente publicados sobre o tema em questão, buscando evidenciar como as dinâmicas de discriminação impactam o bem-estar psicológico e as possibilidades de cuidado. A abordagem humanista é utilizada como fio condutor para refletir sobre práticas psicoterapêuticas que promovam acolhimento e fortalecimento da identidade racial, contribuindo para a construção de espaços mais equitativos e sensíveis às vivências racializadas.