DECOLONIZANDO A PSICOLOGIA: REFLEXÕES SOBRE A ADOÇÃO DE TEORIAS OCIDENTAIS NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.35572/zkszke30Palabras clave:
Colonialidade, ACP, CulturaResumen
No Brasil, a psicologia, desde sua formação, baseia-se em teorias desenvolvidas por culturas ocidentais, particularmente Europa e Estados Unidos. Apesar de serem aplicadas, essas teorias nem sempre levam em conta as singularidades culturais, sociais e históricas do contexto brasileiro. Paralelamente, este estudo não só questiona a universalidade dessas abordagens, mas também defende a necessidade de uma prática psicológica que integre criticamente os saberes advindos do Ocidente aos conhecimentos produzidos no Brasil. Em exemplo disso, a Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), embora tenha sido desenvolvida no Ocidente por Carl Rogers, apresenta uma visão que valoriza a subjetividade e a experiência individual. O objetivo deste estudo, é pensar como a implementação dessas teorias estrangeiras sem a integração às teorias locais, favorece a continuidade da colonialidade do conhecimento na área da psicologia. Utilizando uma análise crítica da literatura, esta pesquisa propõe examinar a importância e as limitações dessas teorias no manejo de comunidades tradicionais que apresentam diferentes formas de organizações sociais e percepção do mundo. Ademais, tomando como exemplo ACP, que enfatiza a valorização da experiência subjetiva, defende que a decolonização da psicologia no Brasil é um passo crucial para a produção de um conhecimento que considere as particularidades culturais do país, valorizando epistemologias locais, como saberes ancestrais, para a criação de uma prática psicológica mais inclusiva e eficiente. Dessa maneira, pode-se afirmar que uma psicologia decolonial não só pode ampliar o campo teórico, como também propor novas maneiras de atuação que considere as diversidades culturais promovendo uma ciência mais equitativa e contextual.