ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA E ESTUDOS DE GÊNERO: POR UMA COMPREENSÃO DA EXPERIÊNCIA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35572/kwwayz22

Resumo

Este artigo propõe uma reflexão crítica sobre os limites e possibilidades da Abordagem Centrada na Pessoa (ACP) quando confrontada com os estudos de gênero e suas implicações na prática clínica em psicologia no Brasil. A partir de uma revisão narrativa, discutem-se os tensionamentos entre uma perspectiva tradicional da psicoterapia — centrada no indivíduo e em teorias universalizantes — e as demandas contemporâneas por uma clínica comprometida com as dimensões sociopolíticas do sofrimento humano. Destaca-se a importância de considerar marcadores sociais como gênero, raça e classe não como atributos individuais, mas como elementos constitutivos da subjetividade e diretamente implicados nas experiências de sofrimento. A teoria de Carl Rogers, embora tenha contribuído significativamente para a valorização da subjetividade e da autonomia do cliente, é problematizada por constructos que podem desconsiderar os atravessamentos na experiência vivida. Por meio do diálogo com autoras feministas e pesquisadoras brasileiras, são analisados conceitos na teoria rogeriana sob a ótica dos estudos de gênero, apontando caminhos para uma atuação clínica mais crítica. Conclui-se que a integração entre ACP e estudos de gênero pode enriquecer o campo da psicoterapia, desde que acompanhada por uma constante revisão ética, política e teórica de suas práticas e fundamentos.

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Publicado

2026-01-07