FEMINISMOS E SUA IMPORTÂNCIA NA PRÁXIS CENTRADA NAS PESSOAS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35572/mjzzaz52

Resumo

Este artigo parte da experiência coletiva de mulheres, que se reuniram em uma roda de conversa teórico-vivencial, com a proposta de buscar significativas articulações entre a teoria da Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), desenvolvida por Carl Rogers, e as reflexões advindas de movimentos de luta e resistência, promotores de fortalecimento e emancipação crítica, como são os feminismos. Foi possível ter clareza de que uma teoria psicológica precisa sempre ser sociopolítica, valorizando as questões singulares e intrapsíquicas tão presentes nas relações de ajuda que visam a promoção em saúde mental, no entanto sem nunca invisibilizar questões sociais/históricas/culturais/corporais/políticas/entre outras, pois há uma dialética inseparável nessas duas dimensões, constituindo o existir humano e sua subjetividade sempre nesse entre, no coexistir, intersubjetivamente. Assim, foi possível perceber a potência de tal vivência coletiva, nos encaminhando à necessidade de ampliação de tais tempos/espaços, pois uma práxis Centrada nas Pessoas precisa necessariamente incluir educação política, crítica social, diálogo e cooperação com outras disciplinas, abordando questões como sexismo, racismo, fascismo, homofobia, crise climática, diferença econômico-social de classes, entre muitas outras questões essenciais, na busca por uma emancipação crítica, tanto teórico-racional, como também vivencial existencial. Apenas dessa forma se faz possível ajudar de fato as pessoas as quais nos comprometemos a assistir de modo ético e responsável.

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Publicado

2026-01-07